O Câncer de Mama



Você sabe o que é o Câncer de Mama?


O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada das células mamárias, que se multiplicam, formando um tumor. 


Existem diversos tipos de câncer de mama, e por este motivo, a doença pode evoluir de variadas formas - alguns têm um desenvolvimento mais rápido, enquanto outros, crescem lentamente.


O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres do mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano.


59.700

É a estimativa de novos casos registrados por ano

16.927

É o número de mortes registradas só no ano de 2017

29%

O câncer de mama representa 29% dos casos de doenças no Brasil



O câncer de mama não possui uma causa específica. Porém, a idade é um dos maiores fatores de risco, visto que cerca de 4 em cada 5 casos ocorrem após os 50 anos.


Confira outros fatores que aumentam o risco da doença:




Fatores comportamentais:


Alguns hábitos comportamentais como obesidade, sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e exposição frequente a radiações (Raios-X), contribuem para o surgimento da doença.

Fatores hormonais:



Menstruação precoce, não ter filhos, gravidez após os 30 anos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais e reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos, são fatores de risco.

Fatores genéticos e hereditários:


Atente-se ao seu histórico familiar. Verifique se existem casos de câncer de mama em sua família, principalmente os diagnosticados antes dos 50 anos. Doenças nos ovários e útero também são um alerta.



Atenção:


A mulher que possui um ou mais desses fatores acima descritos, é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.


A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença.


  • O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.


  • A exposição a determinadas substâncias e ambientes, pode contribuir para a doença. Profissionais como cabeleireiros, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, comissárias de bordo, trabalhadoras que possuam contato constante com químicas fortes (refinarias, borracha ou plástico), apresentam risco elevado de desenvolvimento de câncer de mama.




Como Prevenir?



Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como:





Sinais e Sintomas



O câncer pode ser diagnosticado em fases iniciais, por meio da prevenção e exames médicos de rotina. Estando presente em cerca de 90% dos casos, as principais manifestação da doença podem ser percebidas pela própria mulher, ao fazer o autoexame de mama.


Os seguintes sinais e sintomas devem ser notados:


  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo)
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos



Caso haja desconfiança de um destes sintomas, um médico deverá ser consultado. É de suma importância que as mulheres observem suas mamas e conheçam seu próprio corpo.


A postura alerta das mulheres em relação à saúde das mamas, é fundamental para a detecção precoce desta doença.






A detecção do câncer de mama em sua fase inicial, é essencial para aumentar as taxas de sucesso no tratamento, que também conta com procedimentos menos agressivos.


Todas as mulheres devem ser incentivadas a conhecer seu próprio corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.


A recomendação brasileira, segue os preceitos da OMS e de países que adotam o rastreamento mamográfico. 



Diagnóstico



Para a investigação, além do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.



  • A confirmação diagnóstica só é feita por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia.


  • A mamografia, é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo. Por meio dele, somos capazes de identificar alterações suspeitas de câncer, antes mesmo do surgimento dos sintomas, ou seja, antes que seja palpada qualquer alteração nas mamas.


  • Mulheres com risco elevado de câncer de mama, devem conversar com seu médico para avaliação do risco e definição da conduta a ser adotada.




Tratamento



Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. O conhecimento sobre as diversas formas de tratamento estão mais difundidas e as campanhas de conscientização crescem a cada ano. Mas o que fazer se a doença já foi confirmada?


Tratar o câncer de mama depende da fase da doença e do tipo do tumor. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).


Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca apenas prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.


ESTADIAMENTO


O estadiamento é o processo denominado pelo médico, que mede o avanço do câncer presente no corpo de uma pessoa, bem como onde ele está localizado. Entenda como funcionam os estádios da doença:

 


Estádio I


Na fase inicial do câncer de mama, existe a possibilidade da cirurgia, que pode ser conservadora, parcial ou total, seguida ou não de reconstrução mamária.



Após a cirurgia, poderá existir o tratamento complementar. Dependendo da gravidade da situação, serão recomendadas sessões de quimioterapia ou reconstrução mamária.


O tratamento sistêmico dependerá do risco de recorrência da doença, que também dependerá de fatores como idade e tamanho do tumor.

Estádio II


A medição dos receptores hormonais do tumor, é fundamental para saber se a hormonioterapia pode ser indicada.


Para algumas pacientes com tumores medindo entre 2,1cm e 5cm, embora sejam entendidas como estadiamento II, pode ser considerado iniciar o tratamento por terapias sistêmicas (quimioterapia) dependendo da imuno-histoquímica.


Essa decisão individualizada, permite que pacientes que seriam submetidas à retirada da mama e dos linfonodos axilares possam, eventualmente, ter essas áreas preservadas.




Estádio III


Pacientes com tumores maiores que 5cm, porém ainda localizados, enquadram-se no estádio III.


Nessa situação, o tratamento sistêmico (na maioria das vezes, com quimioterapia) é a opção inicial.


Após a redução do tumor promovida pela quimioterapia, segue-se com o tratamento local (cirurgia e radioterapia).

Estádio IV


Nessa fase, em que já há metástase (o câncer se espalhou para outros órgãos) é fundamental buscar o equilíbrio entre o controle da doença e o possível aumento da sobrevida, levando-se em consideração os potenciais efeitos colaterais do tratamento.



A atenção à qualidade de vida da paciente com câncer de mama deve ser preocupação dos profissionais de saúde ao longo de todo o processo terapêutico.

Confira alguns vídeos sobre o tema:

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As informações desta página foram retiradas de pesquisas do INCA

(Instituto Nacional de Câncer)

Para mais informações acesse: www.inca.gov.br

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